Atualmente só se fala em
crise, crise econômica na Zona do Euro, crise nas negociações do Rio +20, crise
sociais no oriente, a chamada Primavera Árabe, crise política lá em Brasília. É
uma cachoeira de crise, literalmente uma cachoeira, que leva muitas personalidades
em suas torrentes e turbulentas águas.
Não tem como parar! São muitas
crises, às vezes me pergunto: Tem solução para crise? Por certo Marx
responderia que sim, e outros filósofos também afirmariam o mesmo, a uma
solução clara para as crises. Não é o que muitos pensam, a solução não é
religiosa, até porque não necessitamos de um milagre para solucionar o
problema, precisamos de uma ação racional. Continuando na ideia da resposta de
Marx, ele apresentaria a proposta de mudança de sistema econômico, de
capitalismo para um provável socialismo (comunismo).
Não quero ser utópico, não
tenho interesse em sonhar, porque a crise é real.
O capitalismo tem que ser
notado como causador das crises, em todos os âmbitos, seja social, econômico e
até cultural. Por que não se tem uma solução rápida e fácil para os impasses na
Rio +20, simples, porque os interesses são apenas capitalistas e não
ambientais. Não deu ainda para notar que essa roça chamada mundo são as
burguesias quem mandam, e por sua vez não estão interessadas em meio ambiente? Querem
apenas mais e mais capital, sempre mais capital.
E os impasses na Zona do
Euro? Se a Grécia com seu novo governo não resolver logo abandonar o Euro, não
vai ser empréstimos absurdos que vai solucionar a crise. O que precisamos é de
uma resposta eficaz. Não são empréstimos nem reuniões sobre reuniões dos G20
que solucionará o problema. Necessitamos de uma real revolução, uma revolução
de verdade.
Ainda segundo Marx,
revolução é quando acontece uma reforma ou mudança radical na infraestrutura, os
que essas reuniões estão fazendo são reforma na superestrutura, e nada mais. Por
certo isso não vai mudar nada.
É impossível resolver essa
crise nesta visão pobre e não revolucionárias das burguesias, que sempre estão
com os caixas lotados de dólares americanos. Por isso sempre teremos crise,
crise, crise e sempre mais crise.