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terça-feira, 19 de junho de 2012

Crise, crise e sempre mais crise


Atualmente só se fala em crise, crise econômica na Zona do Euro, crise nas negociações do Rio +20, crise sociais no oriente, a chamada Primavera Árabe, crise política lá em Brasília. É uma cachoeira de crise, literalmente uma cachoeira, que leva muitas personalidades em suas torrentes e turbulentas águas.

Não tem como parar! São muitas crises, às vezes me pergunto: Tem solução para crise? Por certo Marx responderia que sim, e outros filósofos também afirmariam o mesmo, a uma solução clara para as crises. Não é o que muitos pensam, a solução não é religiosa, até porque não necessitamos de um milagre para solucionar o problema, precisamos de uma ação racional. Continuando na ideia da resposta de Marx, ele apresentaria a proposta de mudança de sistema econômico, de capitalismo para um provável socialismo (comunismo).

Não quero ser utópico, não tenho interesse em sonhar, porque a crise é real.

O capitalismo tem que ser notado como causador das crises, em todos os âmbitos, seja social, econômico e até cultural. Por que não se tem uma solução rápida e fácil para os impasses na Rio +20, simples, porque os interesses são apenas capitalistas e não ambientais. Não deu ainda para notar que essa roça chamada mundo são as burguesias quem mandam, e por sua vez não estão interessadas em meio ambiente? Querem apenas mais e mais capital, sempre mais capital.

E os impasses na Zona do Euro? Se a Grécia com seu novo governo não resolver logo abandonar o Euro, não vai ser empréstimos absurdos que vai solucionar a crise. O que precisamos é de uma resposta eficaz. Não são empréstimos nem reuniões sobre reuniões dos G20 que solucionará o problema. Necessitamos de uma real revolução, uma revolução de verdade.

Ainda segundo Marx, revolução é quando acontece uma reforma ou mudança radical na infraestrutura, os que essas reuniões estão fazendo são reforma na superestrutura, e nada mais. Por certo isso não vai mudar nada.

É impossível resolver essa crise nesta visão pobre e não revolucionárias das burguesias, que sempre estão com os caixas lotados de dólares americanos. Por isso sempre teremos crise, crise, crise e sempre mais crise.

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