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segunda-feira, 17 de maio de 2010

OS ERROS HISTÓRICOS DA PRIMEIRA ESTROFE DO HINO NACIONAL

A lei 12. 031 de 22 de setembro de 2009 obriga a execução do hino nacional nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental do Brasil. Bem, mas a questão não é cantar o hio nacional e sim o que estamos cantando, tudo que encontramos nas letras do hino nacional é verdade? Temos que educar os nossos alunos a pensarem criticamente, ou seja, não cantar apenas por canta, e sim saber as inverdades que estamos entoando com todo o patriotismo possível.
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Essa primeira estrofe é repleta de inverdades, a princípio quando diz: “De um povo heróico o brado retumbante”. Este trecho dá a impressão que o povo foi quem proclamou a independência do Brasil, isto é uma completa mentira. A proclamação da independência não fora um ato do povo, e sim, do próprio poder político monopolizador português.
Outro trecho da primeira estrofe que não condiz com a verdade é: “E o sol da liberdade”, exatamente uma mentira, na época da composição do hino, o Brasil era dominado por um poder que controlavam todas as instâncias administrativas e políticas, o poder moderador, este que tirava e desrepeitava toda a liberdade do povo brasileiro, provando que este verso é mentira. Outro fato que demosntra a inverdade do verso é a questão do voto limitado da população brasileira, nem todos podiam votar, calcula-se que em 1890 apenas 2% da população brasileira tinha o direito de votar.
Com isto fica não queremos tirar o sentimento patriótico que corre em nossas veias quando entoamos o hino nacional, mas queremos deixar todos concientes do que estão cantando.