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Email: professor.historia.bruno@hotmail.com
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
PORQUE SOU CONTRA A COPA DO MUNDO NO BRASIL
A princípio já vou informando que não sou contra a copa do mundo no Brasil porque não gosto de futebol, pelo contrário, gosto muito, sou da geração que vibrou com os gols de Romario na copa de 1994, nos Estados Unidos, sou dos que também sofreram com a derrota para a França em 1998, e dos que vibraram com toda a euforia em 2002, com os gols do Ronaldinho, o fenômeno. Mas mesmo assim não fiquei feliz em o Brasil sediar a copa do mundo, por algumas razões.
Primeira: Os gasto públicos com a construção de simples estádios de futebol, onde a verba pública poderia ser aplicadas em educação e moradia. Podemos citar o exemplo do monumental estádio particular na segunda maior torcida do Brasil, o já famoso Itaquerão. enquanto está obra prima da arquitetura moderna é empreendida, existe um projeto que não saiu do papel, engavetado pelos governantes burgueses no Estado de São Paulo, que seria a construção de um espaço de que ampliaria as pesquisas na melhor universidade da América Latina, a USP, mas a resposta é simples, construir estádios de futebol faz o povo brasileiro que tem memória fraca esquecer suas reais necessidades.
Segunda: A instituição da política do pão e circo. Foi de muita inteligência política que o presidente Lula, quando empreendeu uma grande campanha para o Brasil sediar a copa do mundo em 2014, quem sabe vai ser reproduzido a o que viveu os brasileiros em 1970, não falo da ditadura, estou falando no esquecimento político que os brasileiro sofrem sempre que deparam com grandes eventos esportivos.
Infelizmente, o Brasil fecha os olhos para notar os grandes exemplos de países que estão se mostrando como grande potência econômica. mas seguimos caminho contrário, fazemos os grandes eventos, e depois no modernizamos.
Mas há quem diga que a copa está trazendo benefícios, exemplo clássico são as UPP (Unidade de Polícia Pacificadoras), tudo política patrocinada pelas mídia brasileira, da prisão de um traficante fazem um evento político. Se olharmos com uma visão mais crítica vamos notar que todas as instalações das UPP estão sendo nas favelas que cercam o lendário Maracanã, e as outras, sim as outras só apos 2014 ou quem sabe...
Povo Brasileiro, quero vos convidar para termos um olhar mais crítico, para repensarmos nosso votos, para não vermos mais simples eventos como algo de quinta grandeza. A copa de 2014 pode até trazer benefícios, mas sua principal meta é colocar panos frios na crise política e econômica que vivemos, numa Brasília cheia de corruptos (nome mais bonito para ladrão), e uma crise econômica de um sistema opressor.
PESQUISA AINDA DÁ É SINÔNIMO DE CANSAÇO PARA PROFESSORES
Recentemente, ministrando formações continuadas sobre a criação da proposta étnica racial, pude constatar como é a reação dos professores quando se fala a palavra pesquisa. Infelizmente ainda visualizam o ato de pesquisar como acúmulo de trabalho, até entendo, sei como funciona a vida de professor, é extremamente corrida, mal temos tempo para nós, porém, a pesquisa tem que ter seu tempo, ou como poderemos ministrarmos aulas se não pesquisamos? Como poderemos conceber uma nova proposta de educação, se nossos planejamentos ainda são unicamente baseados nos livros didáticos?
Uma docente que muito a respeito, por seus anos de magistério, defendeu em uma dessas formações que ministrei, que o livro didático deve ser a única ferramenta pedagógica nas aulas de ensino fundamental, ficou horrorizado com esse posicionamento pedagógico em pleno século 21.
A pedagogia positivista, onde o professor era o dono de todo o saber não existe mais, nossos alunos tem acesso livre a todas as informações, a educação não precisa mais de professores informadores, precisamos de professores “problematizadores”, que cause impactos nas mentes pensantes dos nossos alunos.
A princípio nos assustamos ao pensarmos em problematização, mas esta é a forma ideal para nossos alunos pensarem, estamos na geração dos dez segundos, nossos alunos não suportam mais nada que tome muito tempo, eles querem falar, fazer e construir; eles estão totalmente ligados e interligados nas redes sociais, os temas do momento tem relação com as novas tecnologias. E me pergunto: Onde ficará o professor informador? Aqueles que estão alheios aos meios informatizados de comunicação?
Bem, mas o que tudo isto tem haver com pesquisa? Simples, toda nova proposta de ensino tem em seu fundamento, novas formas de pesquisa, como já falei no inicio, não podemos mais basear nossos planejamento os manuais didáticos, porque não ousarmos. Por que não transpormos para as salas de aulas novas ferramentas pedagógicas? Por que não aproximarmos nossos alunos da pesquisa? Marcos Bagno nos orienta que não podemos confundir atividade de casa com pesquisa, nem aquele famoso decoreba, pois isto não é pesquisa.
Recentemente, meus alunos apresentaram para um grande grupo, a pesquisa que desenvolvemos na comunidade local, sobre o Imaginário Religioso, um dos pedidos dos alunos antes de iniciarmos a apresentação foi: __ Professor, podemos ensaiar o vamos falar? Logo respondi: __ Não. Pesquisa não se ensaia, foi o que expliquei para eles, e disse: __ Lá vocês irão falar o que vocês aprenderam, o que construíram. Lógico, apresentaram a pesquisa, com suas limitações.
Para fazermos nossos alunos pesquisarem, e da maneira certa, precisamos de muitas coisas, precisamos de tempo, melhores salário, menor carga horária, toda sorte de recursos. Porém antes de tudo, precisamos querer pesquisar, quebrar os paradigmas da pesquisa, precisamos ler, e ler muito, tornar a leitura um hábito, se não, um vício. Nossos alunos precisam de exemplo, professores que tem repulsa aos livros, não podem ensinar alunos gostar de ler, o Brasil está no ranking dos países que menos ler no mundo, e isto afeta a educação. Pesquisar não cansa, e deve fazer parte da vida dos professores.
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