De fato houve genocídio contra os armênios, na verdade os turcos e armênios travavam um conflito interno por reconhecimento cultural, político e intelectual em território turco desde o século XV, o fato é que isto se tornou bem visível no começo do século XX alimentado pelas disputas internas na Europa, fato este que culminaria com Primeira Grande Guerra. Já em 1909 iniciara os prenúncios deste horrendo massacre, mas de fato ele houve entre 1915-1917 com o extermínio de aproximadamente 1 milhão de armênios.
A discussão sobre o genocídio armênio é razão de uma discussão que se aproxima de um século, e ainda as instancias políticas não entraram em comum acordo sobre se houve ou não genocídio, lógico quando falo que não entraram em acordo estou me referindo a posição conservadora e edulcorada dos turcos quando ao antigo Império Otomano, os turdos neste sentimento edulcorado sobre o massacre negam que de fato houve um genocídio, segundo eles, nada passou de um conflito, um simples conflito que houve perdas de ambos os lados.
Os historiadores não estão mas preso a este impasse, a sua grande maioria são comum em falar em um genocídio armênio, como de fato houve. Ou como explicaríamos as mortes em massa de mais de 1 milhão de armênio em território turco na Primeira Grande Guerra? Todos são comuns em afirmar este genocídio. Assim como houve o genocídio dos judeus pelos nazistas, houve o genocídio contra os armênios, e merece espaço nas produções historiográficas que estudem a Primeira Grande Guerra.
Mas o caso que na verdade me incitou a escrever este testículo foi o a má índole política do Presidente Sarkozy de usar um fato de extrema importância histórica para fins político, e ainda estabelecer uma política de mordaça para futuras pesquisas do lado político turco em território território francês. Não compete a Sarkozy afirmar os fatos históricos e concluir, na verdade não compete ao poder legislativo nem o executivo escrever a história de um país e suas relações externas, este favo compete para os reais escritores da história, que no uso de suas liberdade podem descrever os fatos em vários ângulos, vale saber o senhor Presidente Sarkozy que não existe verdade absoluta na história, nem tão pouco ponto final. O fazer historiográfico é de´pendente de vários atores externos como a cultura, o a instituição de fomento (poder), tempo e método.
Por fim nas pesquisas já encaminhada e até futuras pesquisas que busque questionar o genocídio armênio não passa de intolerância, esta lei que espero com muita esperança que não seja sancionada pelo Presidente Sarkozy, apesar de saber que fora planejada por sua base política, retrata a incapacidade de alguns políticos que se dizem democrático, porém não conseguem conviver com a real liberdade da democracia, e se tem algo que deve ser mantido em uma democracia é a liberdade de expressão. A lei francesa que proíbe posicionamento contrário ao genocídio armênio não passa de intolerância historiográfica.