Se ser medíocre é muito ruim, imagine ser formador da mediocridade. Quero convidar todos a visitar uma escola, uma escola publica, e lá passar um dia; infelizmente o que vão presenciar é jovens medíocres, sem perspectiva de vida, sem opinião política. Escola pública em alguns momentos aparenta ser um amontoado de mediocridade. Bem, não quero passar a ideia que esses meninos e meninas não têm futuro, não é esse meu objetivo; eles têm grandes futuros, até porque são pedras que precisam ser lapidadas.
Quero acreditar que o leitor está compreendendo a minha ironia. Não estou culpando os alunos das escolas públicas de serem medíocres. O culpado não são eles. A fonte de toda a mediocridade é um grupo mais ilustre, que se nomeiam os formadores desta sociedade. E são. São os professores que temos que tem formado uma sociedade tão medíocre e sem perspectiva, são eles que devem realmente ser chamados de medíocres.
Reforço convite. Visite uma escola pública, e você assistirá aula de mediocridade. O professor já chega a sua sala de aula com um semblante decadente, triste, pega o giz e inicia a aula, é, inicia escrevendo! O exercício vem logo em seguida. Coitados dos alunos que queria perguntar.
Logo após visite a sala dos professores. Lá tudo é pessimista, ninguém conta algo bom, só se fala de alunos mal educados, isto mesmo, os professores só falam dos piores alunos. Eles não têm olhos para os melhores.
O pior de tudo é que existe um razão para esta mediocridade, existe uma raiz para o problema, e vou listar:
• Os professores em sua maioria não foram os melhores alunos;
• Os professores brasileiros leem pouco ou nada;
• Os professores não pesquisam e nem produzem;
• Os professores se limitam as quatro paredes sua sala de aula.
Não é o salário que vai curar essa mediocridade, por que salário é apenas paliativo. O problema é crônico, tem que ser tratado. Não podemos permitir mais que estes formadores de mediocridade, viciados nas mesmices da vida continuem a espalhar o que tem (mediocridade), precisamos dos melhores, dos curados, dos visionários, precisamos de professores lapidadores, que não tenham mais alunos e sim discípulos.
Dados do Autor:
Twitter: @profninho
Email: professor.historia.bruno@hotmail.com
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
RIR NÃO É MAIS PECADO
Atualmente estou lendo um livro de George Mine, chamado A história do Riso e do Escárnio. Quando o autor começa a dissertar sobre o riso na idade média, ele confirma a tese defendida pela igreja medieval, que era pecado rir, que o riso era uma característica da queda do homem. Alguns teólogos medievais afirmavam que ri era uma herança diabólica do diabo, pois quando sorrimos “desconfiguramos” o nosso rosto. A igreja foi massacrante com seus pensamentos irracionais, justificado por uma má exegese bíblica.
Já hoje, temos que rir. Rir para não chorarmos com a realidade.
Começo rindo do cenário político brasileiro, porém, às vezes não sei se eles estão rindo de mim ou eu deles, a cada bonificação recebida pelos nossos queridos deputados, senadores e o resto dos donos do poder, comparando com o meu contracheque no final do mês, a única saída é rir, porque até agora não criaram o imposto do riso.
No cenário religioso, temos padres pedófilos. Bem, mas o Papa disse que vai excomungá-los, então tudo resolvido, as crianças abusadas perderam seus traumas, as famílias afetadas terão solução para os seus problemas. Que “excomungação” poderosa, tenho que rir. Os pastores mercantilistas, que fazem da fé um mercado; mas tem um lado bom, as pessoas recebem o milagre. Então tenho que continuar rindo.
A educação brasileira. Tenho alunos no 9º ano do ensino fundamental que não sabem ler, e os que aprenderam a decodificar as sílabas, não compreendem o que ler. Menos mal, não terão a tristeza uma dia de abrir os jornais e lerem sobre a realidade brasileira. O que vou fazer? Tenho que continuar rindo, porque rir não é pecado.
Já hoje, temos que rir. Rir para não chorarmos com a realidade.
Começo rindo do cenário político brasileiro, porém, às vezes não sei se eles estão rindo de mim ou eu deles, a cada bonificação recebida pelos nossos queridos deputados, senadores e o resto dos donos do poder, comparando com o meu contracheque no final do mês, a única saída é rir, porque até agora não criaram o imposto do riso.
No cenário religioso, temos padres pedófilos. Bem, mas o Papa disse que vai excomungá-los, então tudo resolvido, as crianças abusadas perderam seus traumas, as famílias afetadas terão solução para os seus problemas. Que “excomungação” poderosa, tenho que rir. Os pastores mercantilistas, que fazem da fé um mercado; mas tem um lado bom, as pessoas recebem o milagre. Então tenho que continuar rindo.
A educação brasileira. Tenho alunos no 9º ano do ensino fundamental que não sabem ler, e os que aprenderam a decodificar as sílabas, não compreendem o que ler. Menos mal, não terão a tristeza uma dia de abrir os jornais e lerem sobre a realidade brasileira. O que vou fazer? Tenho que continuar rindo, porque rir não é pecado.
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