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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A AGONIA DAS AVALIAÇÕES EXTERNA

Estamos começando a sentirmos mal, não mais nos concentramos em nossos principais e primordiais objetivos; estamos perdendo o foco, não caminhamos mais com o mapa anteriormente traçado. São essas as sensações, pelo menos, algumas delas, que nós professores padecemos quando o tema é avaliações externas.
As avaliações ditas didáticas, ou pelo menos, que serve para medir o aprendizado do educandos das escolas públicas no Brasil, tem feito surgir os piores transtornos na cabeça dos docentes, estamos perdendo o nosso foco de criar cidadãos mais críticos, que dominem a sua língua vernácula e que possam atuar em sua sociedade com toda a legalidade possível, para prepararmos alunos para fazer provas, as provas do governo.
Ao trabalharmos com estes objetivos, jogamos fora todos os avanços políticos pedagógicos dos últimos anos, a teoria construtivista que propôs uma renovação na forma de ensinar, dando assim, significado para o que era falado em sala de aula, torna impossível a sua aplicabilidade quando a proposta é preparar os alunos para o Saepe e Provinha Brasil.
Não estou querendo condenar as avaliações externa, pelo contrário, são fundamentais para avaliar o aprendizado dos discentes das escolas públicas. O grande problema das avaliações externas é regional, os secretários de educação brigam, gritam, exploram os docentes a darem resultados imediatos, como se nossa função fosse preparar alunos para fazer prova. Essa não é a nossa função.
Os resultados bons virão automaticamente, serão realmente fruto de uma prática pedagógica eficiente. Infelizmente presencio todos os dias, e agora nas vésperas das avaliações externa com maior ênfase, e com isto percebo uma coisa, governo e diretores educacionais regionais querem número, e não aprendizado. O que é interessante para essa classe, que se dizem educadores - falo dos secretários e diretores de ensino municipais, eles gostam de números, pois são esses números que garantem os seus promoções profissionais.
Olhando a educação nesta ótica, percebemos que a deficiência não está simplesmente nos alunos mal interessado e também nos professores mal remunerados, está também numa administração que erra nos números. Não nego a importância das estatísticas, são importantes para norteamos onde realmente estão as deficiências, mas estamos presenciando uma política educacional de competição entre secretários de educação, onde são premiados os secretários de educação que seu município foi bem sucedido nas avaliações externas.
Acredito que este não é o objetivo das avaliações externa, premiar os mais bem-sucedidos e esquecer os que não obtiveram bons resultados, as avaliações externas tem como principal objetivo diagnosticar as deficiências, e após sanar os problemas. Findo com esta interrogação: “Estamos vendo as avaliações externas com o papel de diagnosticar a educação pública em suas deficiências, ou como premiadora dos bem-sucedidos?”