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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

MERITOCRACIA NO ENSINO PÚBLICO

Uma das novas propostas na área da educação surgidas no EUA é a meritocracia, ela funciona da seguinte maneira: Não existe no emprego público, mas o vínculo de estatutário (o que não anularia os concursos), como conhecem no Brasil, onde após ser aprovado em um concurso público, não se pode ser mais demitido, mesmo que não produza mais o necessária. A demissão de um emprego público só é possível através de processo administrativo, que geralmente é por roubo ou abandono de emprego. No caso do professor, em regime de meritocracia, este tem um prazo após ser aprovado em um concurso público de produzir pesquisas, ou coordená-las. Num prazo de 5 anos, se não alcançar a meta, este perde seu emprego, visto que não tem méritos para o exercício da função. Já dizia Paulo Freire: "Não existe ensino sem pesquisa". Estamos acostumados a um ensino público irresponsável e descomprometidos, professores que mal leem um livro no ano, que não pesquisam, que não produzem, e ainda mais, acreditam que sua função na escola só é ensinar. Ensinar sem pesquisa? Não podemos culpar os professores por todos os males, para a instauração da meritocracia, seria preciso uma verdadeira reforma na educação brasileira, professor deveria ter seu piso salarial revisado, menor carga horária (que não ultrapassasse 150 horas mensais), vínculo único e a federalização da educação brasileira. Após estas reformas poderíamos propor o regime de meritocracia, poderíamos cobrar dos professores, mas, infelizmente, essa não é nossa realidade. Mas ainda sonho como regime d meritocracia no ensino público brasileiro, até porque, que sairia ganhando seriam os alunos, pois teriam professores mais dedicados e aplicados, que pesquisam, e não que leem o livro didático para darem aulas. O regime de meritocracia serviria como uma seleção social mais ampla e qualitativa, algo que os concursos não fazem, eliminaria do ensino público os que se dizem professores, mas não passam de "dadores" de aula, são pessoas não comprometidas com a educação, e que não têm perspectiva de ensino. Pensar isso no país dos malandros parece sonho, é verdade, mas gosto de sonhar, de pensar de forma racional em uma educação melhor, reformada, onde a sociedade acredite no ensino público, onde o ensino público tenha qualidade e resultados. Esta proposta nos abrirá novos horizontes, quebraremos novos paradigmas, e teremos alunos melhores, pois alunos melhores são frutos de professores pesquisadores.