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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
A NOVA VELHA POLÍTICA BRASILEIRA
Hoje comecei a trabalhar em minhas aulas de história um novo tema, "A política no II reinado brasileira". O que chamou atenção foi à contemporaneidade do tema, a política brasileira pouco mudou. Toda a disputa pelo poder, causada com as crises do período regencial, fizeram os dois importantes partidos político brasileiro se unirem, e juntos, articularam o golpe da maioridade, e logo após, começou o vício político, as alternância e acordos políticos.
Desde os tempos do golpe da maioridade, que levaram Pedro II ao poder, a política brasileira, começara a perder as suas origens políticas partidárias, ou seja, os partidos não detêm mais as suas ideologias, apoiados em acordos políticos que lhe garante o poder temporário, pois o importante é também governar. Após o golpe da maioridade, os liberais perderam os seus ideais, ao se aliarem com os conservadores - tudo em troca de mais poder, jogavam fora as ideologias antes da regência, não se ouvia discursos antimonárquicos, os liberais abdicaram deste discurso em troca espaço político.
O que mudou na política brasileira? O que defendia o PT antes de assumir o governo? O que defende o PT no governo sobre alianças políticas? Se formos dissertar sobre todas essas questões, perceberemos que nada mudou. Em todos os momentos que o PT acreditara que poderia assumir o governo por meio de eleições diretas e apoiadas em suas ideologias, porém só, ou pelo menos, aliados apenas com partidos de esquerda, ele perdeu. Mas, nas eleições de 2000, Lula veio para vencer, e sem dúvida venceria, derrubou as barreiras ideológicas do partido, junto com o apoio da burguesia brasileira, ninguém seria capaz de vencê-lo.
Quando assume o governo, dá continuidade a política de alianças, pois sabem eles, que sem o congresso presidente não governa. Mas de que forma conseguiria o apoio parcial da câmara e senado? Simples, distribuindo cargos públicos e ministério. Tudo isto está se repetindo no terceiro governo “lulista”, a então Presidente da República, Dilma Rousseff, Distribuiu todos os ministério, onde as maiorias ficaram para o PT e PMDB, antes rivais. Porém, a política de governabilidade, obriga a os governantes se despojarem todas as ideologias partidárias, pois mais importante é está no governo e governar.
Nas prefeituras é do mesmo jeito, porém são mais escrotas e públicas as negociações. Prefeitos para governar com o apoio das câmaras de vereadores tem que distribuir cargos públicos para familiares e amigos de vereadores, quando não, desembolsarem grandes quantias de mesadas para os parlamentares, tudo em troca de governabilidade.
Governabilidade que torna nova a velha política brasileira, que faz lembrar a política de alternância café-com-leite. Brasil que não muda. Novo velho Brasil.
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