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Email: professor.historia.bruno@hotmail.com
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
PESQUISA AINDA DÁ É SINÔNIMO DE CANSAÇO PARA PROFESSORES
Recentemente, ministrando formações continuadas sobre a criação da proposta étnica racial, pude constatar como é a reação dos professores quando se fala a palavra pesquisa. Infelizmente ainda visualizam o ato de pesquisar como acúmulo de trabalho, até entendo, sei como funciona a vida de professor, é extremamente corrida, mal temos tempo para nós, porém, a pesquisa tem que ter seu tempo, ou como poderemos ministrarmos aulas se não pesquisamos? Como poderemos conceber uma nova proposta de educação, se nossos planejamentos ainda são unicamente baseados nos livros didáticos?
Uma docente que muito a respeito, por seus anos de magistério, defendeu em uma dessas formações que ministrei, que o livro didático deve ser a única ferramenta pedagógica nas aulas de ensino fundamental, ficou horrorizado com esse posicionamento pedagógico em pleno século 21.
A pedagogia positivista, onde o professor era o dono de todo o saber não existe mais, nossos alunos tem acesso livre a todas as informações, a educação não precisa mais de professores informadores, precisamos de professores “problematizadores”, que cause impactos nas mentes pensantes dos nossos alunos.
A princípio nos assustamos ao pensarmos em problematização, mas esta é a forma ideal para nossos alunos pensarem, estamos na geração dos dez segundos, nossos alunos não suportam mais nada que tome muito tempo, eles querem falar, fazer e construir; eles estão totalmente ligados e interligados nas redes sociais, os temas do momento tem relação com as novas tecnologias. E me pergunto: Onde ficará o professor informador? Aqueles que estão alheios aos meios informatizados de comunicação?
Bem, mas o que tudo isto tem haver com pesquisa? Simples, toda nova proposta de ensino tem em seu fundamento, novas formas de pesquisa, como já falei no inicio, não podemos mais basear nossos planejamento os manuais didáticos, porque não ousarmos. Por que não transpormos para as salas de aulas novas ferramentas pedagógicas? Por que não aproximarmos nossos alunos da pesquisa? Marcos Bagno nos orienta que não podemos confundir atividade de casa com pesquisa, nem aquele famoso decoreba, pois isto não é pesquisa.
Recentemente, meus alunos apresentaram para um grande grupo, a pesquisa que desenvolvemos na comunidade local, sobre o Imaginário Religioso, um dos pedidos dos alunos antes de iniciarmos a apresentação foi: __ Professor, podemos ensaiar o vamos falar? Logo respondi: __ Não. Pesquisa não se ensaia, foi o que expliquei para eles, e disse: __ Lá vocês irão falar o que vocês aprenderam, o que construíram. Lógico, apresentaram a pesquisa, com suas limitações.
Para fazermos nossos alunos pesquisarem, e da maneira certa, precisamos de muitas coisas, precisamos de tempo, melhores salário, menor carga horária, toda sorte de recursos. Porém antes de tudo, precisamos querer pesquisar, quebrar os paradigmas da pesquisa, precisamos ler, e ler muito, tornar a leitura um hábito, se não, um vício. Nossos alunos precisam de exemplo, professores que tem repulsa aos livros, não podem ensinar alunos gostar de ler, o Brasil está no ranking dos países que menos ler no mundo, e isto afeta a educação. Pesquisar não cansa, e deve fazer parte da vida dos professores.
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Caro amigo Bruno. A mentalidade, tão bem estudada por Le Goff, muda muito devagar. E esses professores não possuem tempo para ir a um arquivo ou entrevistar pessoas para ter um arcabouço teórico e metodológico. Por este motivo não produzem conhecimentos novos, não escrevem. E, consequentemente só repetem o que há em livros didáticos. É uma triste constatação. O resto é conversa fiada. Eu penso que a questão do salário deve depois da produção do saber.
ResponderExcluirConcordo plenamente com você Bruno, no entanto é importante conhecer a história da formação para professores nos cursos de licenciatura, nas faculdades e universidades, tais cursos não formam professores para pesquisa, o currículo arcaico não estabelece possibilidades para que o professor possa ser escritor da sua prática pedagógica, além desses fatores temos uma categoria de profissionais que não ler, não se informa, mas tenta ensinar a ler e passar informações para crianças, jovens e adultos. Penso que esta deficiência está transformando nosso ensino apenas em informações que não estabelecem ligação entre o conceito e o conhecimento, para construção da aprendizagem significativa, sobretudo quando sabemos que a pesquisa exige do professor, investigação, questionamentos, argumentação e conclusões. Abraço Luciana demery
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