Há alguns dias os telejornais, mídia eletrônica e jornais
impressos vêm devotando seu tempo e linhas a discussão sobre a relação
conflituosa entre o hegemônico Estado Unidos e ameaçador Irã, aparentemente
precisando de um estopim para o inicio de um conflito no Golfo Pérsico. Há
muitos anos Estados Unidos vem navegando nos limites das divisas marítimas do
Irã, como que fosse hegemônico nesta região, sendo bem chulo na afirmação,
Estados Unidos tem se sentido os donos do mundo, falo com exatidão da política imperialista
empregado pelos Norte-americanos no Oriente Médio.
A discussão que estão sendo feitas sobre um provável
confronto EUA x Irã será mais um conflito patrocinado pela indústria
petrolífera norte-americana. Como historiador, não posso esquecer, e até me
sinto obrigado a recapitular que as duas grandes guerras fora motivadas por
esta instituição. A Primeira Grande Guerra (1914-1918) entre um dos motivadores
estava o da Estrada de ferro Berlim-Bagdá, que serviria a indústria petrolífera
europeia, a Segunda Grande Guerra fora patrocinada também pelos Estados Unidos,
e culparam o louco Hitler com seu espírito megalomaníaco imperialista. Ambas as
Guerras como as últimas como no caso da Guerra do Iraque nada fez se não
derrubar um ditador, matar jovens militares, arruinar a economia mundial, porém
existe alguma razão por detrás destes conflitos. Se aparentemente tão
prejudiciais a economia, por que os norte-americanos insistem nelas? A razão é
o poder do petróleo.
Retornando as questões centrais desta discussão, podemos
afirmar que este futuro conflito EUA x Irã não será por razões tão óbvias como
a que está sendo vinculada na mídia, a questão do enriquecimento do urânio para
fins bélico, isto é apelas um simulacro para justificar a guerra, como foi o
caso do Iraque, que afirmação ter armas químicas e até hoje não foram encontradas.
Não duvido que o Irã esteja fabricando esse tipo de armamento, porém a questão
é: Não tem direito de se armar? Não sou a favor da política bélica iraniana,
mas também não aprecio a política de controle social e político dos EUA.
A função deste conflito também é eliminar possíveis ameaças
ao Estado Israelense, que teme uma ofensiva do Irã a favor dos palestino.
Recentemente o presidente francês Nicolas Sarkozy demonstrou
sua postura de aliança com os EUA contra o a política armamentista iraniana. Faço
a seguinte indagação: Qual a real preocupação de alguns Estados Europeus e dos
EUA junto com Israel da política armamentista Iraniana? Todos nos sabemos que
Índia, China, Paquistão têm armamento nuclear, e por que esses Estados
"pacifistas" não formulam sanções e embargos comerciais contra eles? Duas
respostas são possíveis, a primeira que eles não estão mais simplesmente
fabricando armas nuclear, eles têm armas nuclear, portanto tem que ter cuidado
em um possível conflito; segundo lugar, esses estados com armamento nuclear são
parceiros capitalistas e permite a ação imperialista norte-americana em seu
território, mesmo a China, que na última década têm aberto as portas para o
capital norte-americano e praticada uma política capitalista mesmo se afirmando
comunista.
Agora foco na questão prometida no tema do texto, esse
futuro conflito será de caráter regional ou mundial? Imagine com tantos
interesses envolvidos, tantas potências com suas economias em cheque no caso do
Irã fechar o estreito de Ormuz, aliança já feita pelo Irã na América do Sul com
o grade inimigo dos norte-americanos Hugo Chaves, é possível pensar em conflito
regional? Mas elaboro outro questionamento: Serão os governantes tão insensatos
em pensar numa Terceira Grande Guerra? Suas consequências arruinaria a Europa
que já encontrasse afundada numa crise financeira, poria fim a hegemonia do EUA
mesmo este saindo vencedor, o que sobraria do mundo na esfera econômica seria
todo poder a China e a grande chance do Brasil como abastecedor do mundo pós guerra.
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